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30ª edição  |  30 de setembro a 02 de outubro de 2025, das 10h às 20h

Encontro Futurecom pós-MWC debateu desafios do setor de telecom e trouxe tendências para o futuro


O papel da regulação no avanço do setor no Brasil, aceleração do 5G e de novas tecnologias, como as redes privativas e a Internet Passiva das Coisas, também estiveram em debate

São Paulo, abril de 2025 – O Futurecom, maior plataforma de conectividade, tecnologia e inovação da América Latina, reuniu especialistas das áreas de tecnologia, telecomunicações e conectividade para debater temas que foram a tônica do Pós-MWC Barcelona By Futurecom 2025. No encontro presencial “Game changers” para o Brasil – Tropicalizando tendências de Barcelona para o mercado nacional”, realizado na sede da KPMG, foram discutidos também os desafios do mercado nacional.

Entre os principais temas e aspectos, foram abordados o amadurecimento de modelos de Internet das Coisas (IoT), a evolução do 5G, a busca por novas fronteiras como o 6G, além dos relevantes avanços da Inteligência Artificial (IA) e seu impacto nas telecomunicações e nos mais variados setores da economia. Também foram debatidos o papel da regulação no avanço do setor no Brasil, com foco na aceleração do 5G e na introdução de novas tecnologias como as redes privativas e a Internet Passiva das Coisas (Passive IOT).

O painel de debates, mediado por Hermano Pinto, diretor do Portfólio InfraTech da Informa Markets Latam e responsável pelo Futurecom, contou com as presenças de Vinicius Caram, conselheiro Substituto da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); Larissa Jales, Policy & Regulatory Manager da GSMA LatinAmerica; Daniela Martins, diretora de Relações Institucionais e Governamentais e de Comunicação da ConexisBrasil Digital e Telebrasil, Luiz Henrique Barbosa da Silva, presidente Executivo da TelComp; e Marcio Kanamaru, sócio-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações (TMT) da KPMG.

Ari Lopes, gerente sênior de Service Providers Americas da Omdia, trouxe as principais análises sobre como a IA, forte aliada ao 5G, pode transformar a eficiência dos processos empresariais e abrir novas oportunidades de monetização para empresas de telecomunicações. Além disso, destacou como a IA Generativa pode desempenhar um papel importante em ações de missão crítica, como prevenção de acidentes e resgates, e seu potencial para moldar o futuro das telecomunicações. “O apetite para o 6G está acontecendo com foco em IA. É importante também um olhar atento para a regulação deste mercado. Certamente, teremos a consolidação do setor para que o ganho de escala se estabeleça e amplie a competitividade no segmento face aos seus desafios”, destacou Ari Lopes.

Em uma de suas falas, Vinícius Caram, conselheiro substituto da Anatel, confirmou que o tema da desoneração do IoT chegou a ser discutido com parlamentares da delegação brasileira ao MWC, em Barcelona. Segundo Caram, os parlamentares se mostraram favoráveis à continuidade da política de desoneração. Hermano Pinto complementou que “os políticos entenderam que não faz sentido cobrar uma taxa excessiva sobre dispositivos que são relevantes para o mercado nacional”. No entanto, o executivo do Futurecom destaca que é importante ter essa renovação. E não só para IoT, mas também para satélite. Já Daniela Martins, representante da Conexis e Telebrasil, reforçou que o benefício só poderá ser renovado pelo período de cinco anos por conta da legislação.

O fato de as organizações estarem cada vez mais interessadas no equilíbrio do crescimento tecnológico com a responsabilidade ambiental também jogou luz para um tema relevante. Com isso, sustentabilidade energética nas telecomunicações foi um dos temas discutidos na ocasião, uma vez que endereça sua importância diante da transformação digital em evidência e o avanço das redes 5G permite a entrega de energia ainda mais eficiente.

Tendências, temas complementares e sua relevância no cenário dos próximos anos:

  • Contexto Regulatório: Construção da confiança na era digital com foco em cibersegurança, privacidade de dados e governança de IA. O impacto econômico do 5G, parcerias entre o setor de telecomunicações e as Big Techs, mais a gestão do espectro.
  • Perspectiva Regulatória dos EUA: A importância de escala e a necessidade de um ambiente regulatório seguro e que facilite a “inovação sem permissão”. Aqui, há um alerta contra regulações europeias que pudessem ser vistas como protecionistas e direcionadas injustamente a empresas de tecnologia americanas.
  • Avanço e Rentabilização do 5G: Embora o 6G estivesse em debate, o foco principal foi no 5G, especialmente em como rentabilizar os investimentos feitos, com um reconhecimento de que as principais oportunidades estariam no mercado B2B (enterprise).
  • Premiações (GLOMO Awards): A premiação tradicional do MWC destacou a forte presença de empresas asiáticas entre os vencedores e a importância crescente de soluções que utilizam (IA).
  • Inteligência Artificial: A IA emergiu como um tema central e uma poderosa ferramenta para diversas aplicações no setor de telecomunicações, gerando conclusões acerca de soluções de IA para infraestrutura de telecomunicações, como a IA-RAN Alliance focada em redução do consumo de energia e gerenciamento eficiente de sites. IA para produtividade, apontando para a integração de agentes de IA nas interfaces de diversas soluções. Serviços de IA oferecidos por operadoras em várias verticais. Uso de IA em soluções de antifishing e anti-spam. A IA como ferramenta para impulsionar a sustentabilidade, permitindo eficiência energética e capacidades preditivas. A parceria entre Telenor e NVIDIA para criar uma “fábrica de IA” na Noruega, visando o processamento seguro de dados e soberania. E o reconhecimento de inovações em IA nos GLOMO Awards, como a AI Engine da Qualcomm.
  • Network APIs e Open Gateway: Interesse crescente e avanços significativos em Network APIs e na iniciativa Open Gateway da GSMA, com o objetivo de abrir novas oportunidades de receita para as operadoras, facilitando o acesso às funções de rede de forma segura e padronizada. A América Latina, especialmente Brasil, Chile e Argentina, estava entre as primeiras regiões a adotar essa iniciativa. Uma previsão da Omdia estimava uma receita de 1.1 bilhão de dólares para o mercado de Telco Network API na América Latina até 2029.
  • Network Slicing: Essa tecnologia começou a ganhar tração, com a T-Mobile nos EUA lançando uma primeira solução comercial (T-Priority) direcionada a socorristas, fornecendo um primeiro ponto de referência de preço para essa funcionalidade.
  • Colaboração e parcerias: A colaboração entre operadoras (como no caso do Open Gateway no Brasil), e fornecedores de tecnologia (como Telenor e NVIDIA, Telecom Argentina e Nokia, e Ericsson com diversas operadoras para APIs), e entre o setor de telecomunicações e as Big Techs (em áreas como cloud computing e conectividade via satélite) estiveram na ordem do dia. Além da parceria entre T-Mobile e Starlink para cobertura móvel via satélite.
  • Foco em Soluções Além da Conectividade Básica: Uma tendência observada foi o aumento da receita de grandes grupos de telecomunicações proveniente de soluções que vão além da conectividade básica, especialmente entre empresas asiáticas.

Para Hermano Pinto, “o MWC 2025 evidenciou um setor em transformação, com a IA permeando diversas áreas, um movimento em direção à abertura de redes por meio de APIs, o início da monetização da network slicing, um debate regulatório intenso sobre consolidação e autonomia, e a crescente influência das empresas asiáticas no cenário global de telecomunicações”.

O evento contribuiu também para o debate sobre os desafios das redes privativas, suas complexidades e custos. O interesse cada vez mais amplificado por esse tipo de rede no país acompanha uma tendência global de maior controle e segurança no gerenciamento de dados dada a sua relevância em um ambiente cada vez mais conectado e interdependente.

Em sua 30ª edição, a expectativa deste ano do Futurecom 2025 – que será realizado no São Paulo Expo, de 30 de setembro a 02 de outubro de 2025 – é atrair a participação de mais de 300 marcas expositoras e mais de 30 mil profissionais do setor, em seus mais de 25 mil m² de área de exposição.

 

Sobre o Futurecom

O Futurecom é uma plataforma B2B dinâmica que opera o ano todo oferecendo ao mercado soluções de conectividade e tecnologia para diversos setores da economia. Como líder na integração do setor de TIC, o Futurecom se posiciona como um hub essencial para negócios e inovação, facilitando a conexão entre empresas, startups e profissionais de tecnologia e telecomunicações, por meio de uma série de ações e iniciativas. Com uma visão abrangente dos desafios e oportunidades nos setores da indústria, logística, mineração, agronegócio, saúde e energia, o Futurecom proporciona acesso contínuo a tecnologias de ponta, tendências de mercado e insights estratégicos.

 

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